Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música".

Aldous Huxley

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Travis estreia no Brasil e cantor diz ter emocionado Paul McCartney: 'Surreal'

'Paul foi se despedir de George ouvindo Travis no carro', diz Fran Healy.
Adorada por Coldplay, Killers e outros, banda toca em SP neste sábado.

Rodrigo OrtegaDo G1, em São Paulo

A banda escocesa Travis, que fará seu primeiro show no Brasil no dia 9 de novembro, em São Paulo (Foto: Divulgação)A banda escocesa Travis, que fará seu primeiro show no Brasil no dia 9 de novembro, em São Paulo (Foto: Divulgação)

"Espera um minuto, os caras da banda estão ajudando a empurrar um carro quebrado na estrada", diz Fran Healy, cantor do Travis, interrompendo entrevista ao G1. O músico diz não gostar do rótulo de "garotos bonzinhos" dado à banda escocesa. Mas é difícil dissociar suas letras sensíveis da conversa em que cita o apoio na estrada, abraços a rivais brasileiros na Copa do Mundo e a emoção de ser trilha da viagem de um fã para dar adeus a um amigo com câncer. O fã, no caso, foi Paul McCartney, dirigindo para ver George Harrison pela última vez. 
O Travis faz seu primeiro show no Brasil, no sábado (9), no festival Planeta Terra, em São Paulo. Também tocam no evento Blur, Beck, Lana Del Rey e Roots. A banda não é tão grande quanto se esperava há 15 anos. Em 1999, o hit do Travis "Why does it always rain on me?" abriu um filão no rock britânico em que o Coldplay acabou tendo mais sucesso.
"Há coisas mais importantes do que tentar conquistar o mundo", pondera Fran. Ele acredita que ganhou a admiração dos outros músicos por não ter "se prostituído" com o mercado "Desse jeito, as músicas vão ficar para sempre. Pois são músicas de verdade. Você as escreve de uma perspectiva mais profunda, não comercial, em que elas só duram o tempo em que toca no rádio", diz.
G1 - Depois de 20 anos de banda, já tendo feito tanta coisa, deve ser difícil ter uma “primeira vez” de algo. Como se sente antes do primeiro show no Brasil?
Fran Healy -
 É chocante que ainda não tenhamos ido ao Brasil. Só posso culpar os “homens de terno”. Sempre que lançamos um disco, tentamos ir. Uma das minhas melhores lembranças é da Copa de 98. Fomos ao estádio na França na primeira partida, Escócia X Brasil. Tínhamos começado a gravar o disco “The man who” naquele dia. Foi um dia e uma noite incríveis. Só aqueles escoceses e brasileiros malucos, chocando os franceses conservadores (risos). Quando a Escócia fez o primeiro gol, nós piramos. Abraçamos os brasileiros. Até eles comemoraram nosso gol.
G1 - E você sabe algo de música brasileira?
Fran Healy -
 Não. Eu sei pouco de música em geral. Fui me interessar por música mais tarde. Cresci em uma casa silenciosa. Não tinha um pai, nem irmãos. Geralmente são homens da casa que colocam as músicas e levam a jogos de futebol, essas coisas. Nunca tive nada disso.  Quando cresci, comecei a gostar de tocar música, peguei o violão. Mas nunca ouvia muito. O que ouvia eram os meus amigos. Deles comecei a pegar coisas.
A banda Travis, com o vocalista Fran Healy abaixado (Foto: Divulgação)A banda Travis, com o canto Fran Healy abaixado
(Foto: Divulgação)
































G1 - O Travis é visto como triste, principalmente por “Why does it Always rain on me?”. O novo disco fala de encarar a vida positivamente. Você está mais otimista?
Fran Healy -
 Sim. Mas uma coisa estranha sobre nossa banda é que, ao vivo, é muito diferente dos discos. Mesmo "Always rain on me” ao vivo é super “para cima”. Escrevemos sobre as coisas que acontecem na nossa vida. Nunca pensamos no "business". Este disco reflete o fato de que tivemos dois anos e meio de férias. Tivemos um reencontro com nós mesmos. Quando você passa doze anos em turnê, se perde de si um pouco. Dessa vez nos reencontramos. Por isso o resultado é mais otimista.
G1 - Você já fez  covers de “Baby one more time”, da Britney Spears, e “I kissed a girl”, de Katy Perry”. Por quê?
Fran Healy - 
A da Britney surgiu pois íamos fazer um show para a BBC 1. Foi muito cedo, então viajamos na noite anterior e acabamos em um bar. Comecei a fazer o refrão de “Baby one more time”. O bar inteiro cantou junto. Foi muito engraçado, e o produtor do show falou que era genial, e que tínhamos que tocar no rádio. Aprendi o resto da música na hora. O bom desse cover é que muita gente olha para a Britney e diz “aff”. E não vê que é uma música brilhante. Max Martin é um ótimo compositor. Tocamos de um jeito diferente, da nossa forma. Virou uma versão conhecida, não é?
G1 - Você é próximo dessas cantoras por buscar melodias cativantes. Mas é distante no marketing. É difícil trabalhar hoje pensando mais na música e menos na imagem?
Fran Healy - 
Há artistas que olham para o mercado e pensam: “Como vamos nos encaixar?”. Nunca pensamos assim. Quando fizemos “The man who”, não havia nada parecido. As bandas não faziam aquilo. Isso significa que foi difícil tocar no rádio. Tivemos críticas péssimas. Mas tivemos sorte que uma das músicas acabou sendo muito tocada [“Why does it always rain on me?”]. As pessoas gostaram, e o disco vendeu 3 milhões de cópias. Todos os jornais que fizeram as resenhas ruins queriam falar conosco. De repente não éramos só nós fazendo aquele som, eram centenas de bandas. O mercado busca essas repetições. Mas sempre quisemos fazer do nosso jeito. Por isso fizemos “12 memories”, que foi algo diferente. É um jeito mais difícil, mas é melhor. Desse jeito, Você as escreve de uma perspectiva mais profunda, não comercial, em que elas só duram o tempo em que tocam no rádio.
G1 - Ele disse que gostava de suas músicas? Comentou sobre suas composições?G1 - Paul McCartney tocou no seu disco solo, em 2010. Como vocês se conheceram?
Fran Healy - 
Em um programa de TV, Jools Holland, ele foi dizer “oi” no intervalo.  Em outro programa conversamos mais. Ele tocou piano para nós, músicas dos Beatles, contou histórias por uma hora e meia. O Nigel Godrich [produtor] trabalhou conosco e com ele. Durante umas férias, acabamos indo ao mesmo lugar e ficamos ainda mais próximos. Foi muito legal e estranho ter conhecido um beatle. Paul foi o membro mais modesto dos Beatles, mais pé no chão. E acho que talvez ele tenha visto um pouco dele em nós, pois a gente também é muito pé no chão. E somos todos amigos, do mesmo jeito que os Beatles, na essência.
Fran Healy - Quando estávamos jantando, nessas férias, Paul me contou que, quando foi ver George pela última vez, “The invisible band” foi a trilha sonora da viagem. Ele estava viajando para se despedir de um dos melhores amigos e tocando o nosso disco. Eu pensei “Merda!”. Não sei... [gagueja] Você percebe que não importa o quanto a banda é grande, eles são humanos também. Eles têm esses momentos. E saber que você foi a trilha sonora de um deles foi surreal...
G1 - Além de ter fãs “comuns”, você é admirado por músicos como Paul, Noel Gallagher, Brandon Flowers, Chris Martin. Como é ser ídolo de ídolos?G1 - Isso seria emocionante mesmo se não fosse o Paul. Saber que alguém ouviu suas músicas no caminho da despedida de um velho amigo.
Fran Healy - 
Sim. Ele disse que estava dirigindo em uma viagem longa, e o disco tocou no caminho todo. E ele ficou pensando nessas coisas: no amigo e na música tocando no fundo. Música é uma coisa muito poderosa. Acho que canções não pertencem a bandas, elas pertencem a momentos. Aquelas músicas pertencem aos momentos de Paul, do mesmo jeito que algumas dele pertencem aos meus momentos. É para isso que usamos a música. Até um beatle faz isso.
Fran Healy - É muito legal. Somos definitivamente um grupo respeitado por outros. Não jogamos o jogo. Somos uma banda real. Somos amigos em primeiro lugar. Temos uma história longa, nos conhecemos há 23 anos, há mais tempo do que temos a banda. Passamos a metade da vida juntos. Eles respeitam o fato de que não nos prostituímos, apenas fazemos o que fazemos.

G1 - Você se lembra de algum momento que deliberadamente marcou essa recusa em ser uma celebridade? Ou foi apenas o jeito que gravaram os discos?
G1 - Você pensa, às vezes, em como sua vida seria se o Travis tivesse se transformado em uma megabanda como o Coldplay?
Fran Healy - 
Boa pergunta. Entre 1999 e 2002 o Travis foi muito, muito popular. Eu não gostei disso, de verdade. Acho que todo mundo curtiria, mas não curti. Em nossa carreira, sempre quisemos ser a melhor banda, não a maior. Parte dessa tentativa de ser a melhor é que, talvez em algum ponto você seja também a maior, mas em outro vai estar mais embaixo. Quando a questão é sustentar a carreira, como Coldplay, ou Beyoncé, se torna negócio. Chris [Martin] faz um ótimo trabalho de balancear o negócio com a arte. Mas, para mim, a música é “um para um”. Não preciso de 70 mil pessoas na minha frente. Só preciso de uma. Porque geralmente eu escrevo uma música para uma pessoa. A resposta para sua pergunta é que eu nunca quis isso. E Chris quis. Se você quer qualquer coisa, você pode ter, e isso é um fato bom da vida. Desde que conhecemos o Coldplay, essa era a ambição deles. E fizeram um bom trabalho.
Fran Healy - A gente se permitiu ser carregado pela correnteza. Tivemos que parar quando nosso baterista quebrou o pescoço em um acidente. De repente, éramos apenas quatro amigos de novo. Naquele momento, retornamos ao básico. Há coisas mais importantes do que tentar conquistar o mundo. Foi um ponto de virada. Resolvemos pegar leve na carreira. Agora tenho uma vida tão boa... Nós nos demos bem, posso sustentar minha família, tenho uma ótima banda. Estou sentado em Detroit, nos EUA, em um ônibus que me leva para tocar e fazer pessoas felizes. Se eu tivesse um projeto de vida, seria esse.
G1 - Como você descreveria um show do Travis para alguém que nunca foi, como muitos fãs brasileiros?G1 - O Travis recebe um rótulo de música de “cara bonzinho”. Você se sente confortável esse rótulo?
Fran Healy 
- Uma das coisas que nos persegue é isso. Sempre falam “vocês são tão legais”. Somos só pessoas decentes. “Legal” não é um jeito de nos descrever. Somos legais, mas o que fazemos é um pouco mais profundo. Mas quando um rótulo cola, ele cola. Para mudar isso, teríamos que agir como babacas, e eu teria problemas com isso. Mas isso não afeta a minha vida. Continuo vendo o mundo do mesmo jeito. Não me incomoda.
Fran Healy - Não sei, porque eu nunca fui a um show do Travis (risos). Mas o que ouço de outras pessoas é que é um show real, genuíno. Não há pretensão. Geralmente há um “quarto muro” que separa a banda do público. Mas em um show do Travis, não há essa barreira. Somos os mesmos no palco e fora dele. Não mudo nada. Gosto de manter as coisas reais. Meu lema na vida é “não seja pretensioso”. Ser pretensioso é entediante. Seja sempre real.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ozzy Osbourne diz que baterista está ‘gordo demais’ para o Black Sabbath

Segundo o vocalista, turnê poderia afetar saúde de Bill Ward.
Antes, cantor já havia acusado o músico de não saber mais tocar.

Do G1, em São Paulo

O baterista Bill Ward (Foto: Divulgação/Site do artista)O baterista Bill Ward 
















Depois de afirmar que Bill Ward simplesmente não sabe mais tocar bateria,Ozzy Osbourne disse agora que a forma física do músico foi um importante fator para barrar sua participação na turnê de reunião do Black Sabbath.

“Não acho que ele conseguiria tocar, pra ser sincero. Ele está incrivelmente acima do peso. Um baterista precisa estar em forma. Ele já teve dois ataques cardíacos. Não quero ser responsável por sua vida”, disse o vocalista ao site do New York Daily News.

Ward foi o único integrante da formação original a não participar da reunião da banda e também foi substituído nas gravações do disco “13”, lançado em junho deste ano.

Em maio, Osbourne já havia reclamado do baterista, mas na época alegou que ele não conseguia mais tocar. “Olhamos pro Bill e ele não conseguia se lembrar de que p* estávamos fazendo”, contou em uma entrevista à revista “Mojo”.

Na ocasião, ele revelou ainda que Ward colou diversos bilhetes em seu kit de bateria, admitindo que não sabia mais o que fazer. “Sabe aquelas notinhas amarelas adesivas? Ele as tinha espalhado por todo seu maldito kit”, entregou

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cantores usam músicas para apoiar protestos pelo Brasil

Elza Soares, Leoni e banda Scalene exaltam manifestações com letras.
Canção com voz de Falcão, do Rappa, sai de propaganda para as ruas.

Do G1, em São Paulo

O cantor Leoni, a banda Scalene e a cantora Elza Soares citaram protestos em músicas que dedicaram às manifestações pelo Brasil (Foto: Divulgação)O cantor Leoni, a banda Scalene e a cantora Elza Soares citaram protestos em músicas que dedicaram às manifestações pelo Brasil (Foto: Divulgação)
Cantores de diferentes gerações dedicaram músicas para os manifestantes que fazem protestos pelo Brasil. Por meio de vídeos no YouTube, lançados pelos artistas ou gravados por fãs, as canções ganharam destaque na internet.
Em clipes postados por usuários do site de vídeos, montagens com cenas das manifestações ganham trilha de músicas como "Vem para a rua", gravada por Falcão, d'O Rappa, e produzida para um comercial de uma marca de carros.
O cantor carioca Leoni divulgou neste domingo (16) a canção "As coisas não caem do céu", a favor de protestos. "Escrevi 'As coisas não caem do céu' para lembrar que só a ação modifica o mundo. As pessoas na rua disseram isso de forma muito mais impactante e coletiva", disse o cantor, em comunicado em suas redes sociais.
Elza Soares alterou a música "Opinião", em show realizado na Feira do Livro de Ribeirão Preto, no sábado (15). Ela repetiu os versos "20 centavos eu não pago não".
A banda brasiliense de rock Scalene divulgou na sexta-feira (14) um comunicado com o qual deu apoio aos manifestantes e disse estar feliz com o fato de a canção "Nós maior que eles" ser usada como trilha para vídeos com cenas de passeatas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Além do Rock in Rio, Iron Maiden anuncia shows em SP e Curitiba


Banda britânica de metal retorna ao Brasil em setembro.
Grupo de Bruce Dickinson terá Slayer e Ghost como convidados.


Do G1, em São Paulo

Iron Maiden 07 (Foto: Flavio Moraes/G1)Bruce Dickinson canta com o Iron Maiden em SP
(Foto: Flavio Moraes/G1)
Iron Maiden anunciou em seu site oficial dois shows no Brasil em setembro, além da apresentação no Rock in Rio, no dia 22. O grupo liderado por Bruce Dickinson vai tocar em São Paulo, no Jockey Club, no dia 20. Depois, faz show em Curitiba, no dia 24.
O lugar da etapa paranaense da turnê ainda não foi confirmado. Os ingressos começam a ser vendidos na terça-feira (23), para o show de São Paulo (www.livepass.com.br); e no dia 31 de maio, para a apresentação em Curitiba (www.xyzlive.com.br).
Os convidados para os shows de São Paulo e Curitiba serão Slayer e Ghost. Os ingressos para a noite em que o Iron Maiden toca no Rock in Rio (veja a programação) já estão esgotados. O grupo se apresenta no mesmo dia de Avenged Sevenfold, Slayer e Kiara Rocks, as outras três atrações do Palco Mundo. O Iron esteve no Brasil em 1985, no primeiro Rock in Rio. Eles também vieram ao país outras oito vezes, sendo que a última foi em 2011.
“Estamos muito animados com a oportunidade de estender nossa tour na América do Sul com estes shows em São Paulo e Curitiba”, disse Bruce Dickinson em comunicado da produtora XYZ Live. “Temos uma relação especial com os fãs brasileiros e será fantástico levar ao maior número de pessoas este grande concerto do qual nos orgulhamos muito. Vamos surpreender o público com muita pirotecnia e diversas surpresas."
O baixista Steve Harris comentou o setlist dos shows recentes: "Tivemos a possibilidade de tocar canções que não tocávamos a muito tempo como 'Seventh Son', 'The Prisoner' e 'Afraid To Shoot Strangers', bem como as favoritas dos fãs como 'The Trooper', 'Aces High', 'The Clairvoyant', 'The Number Of The Beast', 'Wasted Years' e 'Run To The Hills'."

quarta-feira, 20 de março de 2013

Veja homenagem que a banda O Rappa fez para o amigo Chorão


Um vídeo mudo abriu o show do grupo carioca na noite do último dia 09

Editoria Cultura & Comportamento

Falcão e o amigo Chorão
Durante um show em São Paulo, a banda O Rappa divulgou um vídeo em homenagem ao músico Alexandre Magno, o Chorão, que foi encontrado morto, com suspeita de overdose de drogas e remédios, na última semana e era amigo próximo do grupo.

VISITE CANAL MUNDO ROCK 

O vídeo usa trechos de canções do Charlie Brown Jr., escritas por Chorão, para homenagear o músico. O tributo também traz algumas imagens gravadas nos bastidores de uma apresentação de Falcão no Rio de Janeiro, em julho de 2011, que contou com a participação do cantor e compositor.

A homenagem foi exibida no início do show que a banda liderada por Falcão fez em São Bernardo do Campo, no último sábado (9), e foi dedicado ao saudoso músico.

Veja o vídeo em homenagem a Chorão:

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nickelback é a 1ª atração confirmada para 20 de setembro no Rock in Rio


Apresentação no Palco Mundo será também a primeira no Brasil.
'Expectativa é a melhor possível', diz o baixista do grupo, Mike Kroeger.

Henrique PortoDo G1 
A banda canadense Nickelback é a primeira atração confirmada para o dia 20 de setembro, dentro da quinta edição brasileira do Rock in Rio. O grupo formado por Chad Kroeger (vocal e guitarra), Ryan Peake (guitarra), Mike Kroeger (baixo) e Daniel Adair (bateria) vai se apresentar no Palco Mundo. Será o primeiro show do conjunto no Brasil.
Os integrantes da banda canadense Nickelback, que foram confirmados como uma das atrações do Rock in Rio no dia 20 de setembro (Foto: Richard Beland/Divulgação)Os integrantes da banda canadense Nickelback, que foram confirmados como uma das atrações do Rock in Rio no dia 20 de setembro (Foto: Richard Beland/Divulgação)
"A expectativa é a melhor possível. Sempre ouvimos coisas muito bacanas sobre o Rock in Rio. Não vemos a hora de poder conferir tudo isso de perto. É um dos maiores festivais de rock do mundo, e mantém a reputação de ser um dos melhores também", diz o baixista Mike Kroeger ao G1, por telefone, do Havaí (EUA).
Mike comemora o fato de finalmente poder estrear no Brasil, país que, segundo ele, o Nickelback tem o maior número de seguidores nas redes sociais — a fanpage do grupo no Facebook tem mais de 15 milhões de fãs, ao todo.
"Não sei exatamente quanto tempo teremos no palco. Acho que a apresentação vai durar mais ou menos uma hora. Então vamos tentar tocar as canções mais conhecidas, justamente por ser este nosso primeiro show por aí. Não queremos nos afastar muito dos hits", adianta o músico, irmão do cantor Chad.
Maior sucesso
O Nickelback surgiu na década de 90 e traz na bagagem sete álbuns ( já vendeu cerca de 50 milhões de cópias em todo o mundo e foi indicada seis vezes ao Grammy). Mas foi com o terceiro disco, "Silver side up", que o grupo estourou. Maior responsável pelo sucesso é a faixa "How you remind me", regravada no ano passado pela também canadense Avril Lavigne, noiva do vocalista do grupo.
"Chad participou da produção da faixa, que faz parte da trilha sonora do longa de animação 'One piece film Z'. Gostamos muito do resultado", destacou Mike, referindo-se aos companheiros.
Lançado no final de 2011, o CD mais recente de Nickelback é “Hereandnow”. O trabalho deve ganhar um sucessor em breve, mas não antes de um "greatest hits". "Vamos entrar em estúdio logo, mas não acredito que o novo álbum vá ficar pronto antes do festival. Há conversas sobre uma coletânea que poderia ser lançada em agosto, mas ainda não temos certeza. Vamos ver o que acontece."
Outros nomes
O Rock in Rio 2013 será realizado nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro, na Cidade do Rock (Parque dos Atletas), na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os ingressos, que começam a ser vendidos em abril, custarão R$ 260 (inteira) e R$130 (meia-entrada). Não haverá cobrança de taxa de conveniência.
Outros nomes também escalados para o festival são Alice in ChainsBen HarperBeyoncé,Bruce SpringsteenIron MaidenGeorge Benson, Ghost, Ivan LinsJohn Mayer, Muse,Sepultura, Slayer e Tambours du Bronx.
Diferentemente de 2011, quando cerca de 100 mil pessoas circularam pela Cidade do Rock por dia, na próxima edição a capacidade do espaço será reduzida para 85 mil pessoas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

'Gangnam style' ganha prêmio de melhor música no 'Grammy coreano'


Hit do sul-coreano Psy foi o escolhido no Prêmio Disco de Ouro.
Evento na Malásia teve apresentação de astros do k-pop.

Da Reuters

PSY entrevista Fantástico carnaval no Brasil (Foto: Reprodução/TV Globo)Psy em entrevista ao 'Fantástico' (Foto: Reprodução/
TV Globo)
"Gangnam style", hit viral do rapper sul-coreano Psy, recebeu nesta quarta-feira (16) o prêmio de melhor música do ano na 27ª edição do Prêmio Disco de Ouro, um evento apelidado de "Grammy coreano".
Foram dois dias de celebração do pop coreano em Kuala Lumpur, capital da Malásia, com a apresentação de grandes astros como a boy band Super Junior, diante de uma multidão histérica que atesta a crescente popularidade da música pop coreana no mundo.
Isso fica especialmente claro com "Gangnam style", hit contagioso que fez história no mês passado ao se tornar o primeiro vídeo do YouTube visto 1 bilhão de vezes. A música recebeu o prêmio de Canção do Ano, última categoria a ser entregue.
O grupo Super Junior foi o vencedor do grande prêmio da 27º edição do Golden Disk Awards, premiação da música sul-coreana que aconteceu em 2013 em Kuala Lumpur, na Malásia (Foto: Reuters/Bazuki Muhammad)O grupo Super Junior foi o vencedor do grande prêmio da 27º edição do Golden Disk Awards, premiação da música sul-coreana que aconteceu em 2013 em Kuala Lumpur, na Malásia (Foto: Reuters/Bazuki Muhammad)
Psy, de 35 anos, teve sua vida revirada pelo sucesso do último ano e se tornou o primeiro artista do k-pop a fazer sucesso junto ao grande público nos Estados Unidos.